Carnell Tate não correu no Pro Day de Ohio State. Ele não precisava. O recebedor, recém-saído de um Combine onde registrou um tempo de 4.49 segundos no tiro de 40 jardas, tomou uma decisão calculada. Ele disse aos repórteres que o tiro de 40 jardas pode ser "supervalorizado", um sentimento que muitos olheiros compartilham em particular. Bom para ele. Ele já apresentou os números.
A questão é a seguinte: o desempenho de Tate no Combine não foi apenas sobre o tiro de 40 jardas. Ele também registrou um salto vertical de 38 polegadas e um salto em distância de 10’11”. Esses são números de elite, mostrando um atletismo explosivo que se traduz diretamente para o campo. Ele não é um corredor em linha reta como Xavier Worthy, que estabeleceu um recorde no Combine com 4.21, mas Tate é mais do que rápido o suficiente. Na temporada passada, como calouro, Tate conseguiu 18 recepções para 264 jardas e um touchdown. Essa é uma produção respeitável em um corpo de recebedores de Ohio State que já contava com Marvin Harrison Jr. e Emeka Egbuka. Ele fez isso jogando apenas 268 snaps, de acordo com o Pro Football Focus.
Olha, o tiro de 40 jardas é uma peça do quebra-cabeça, não a imagem completa. Para cada John Ross, que correu um então recorde de 4.22 em 2017, mas teve um recorde de carreira de 506 jardas recebidas, há um Cooper Kupp, que registrou 4.62 em 2017 e ganhou um MVP do Super Bowl. A velocidade de jogo de Tate é evidente no filme. Contra Purdue em outubro passado, ele transformou uma rota curta em um ganho de 22 jardas, superando dois defensores até a lateral. No Cotton Bowl contra Missouri, ele mostrou um controle corporal incrível em uma recepção contestada para 16 jardas, apesar das dificuldades dos Buckeyes. Ele consistentemente cria separação e faz recepções difíceis no tráfego. É isso que as equipes da NFL querem.
Minha opinião ousada? A dependência excessiva dos números do Pro Day para jogadores que já tiveram bons resultados no Combine é uma observação preguiçosa. A decisão de Tate de não participar do tiro de 40 jardas mostra confiança, não falta de esforço. Ele sabe que seu filme fala mais alto do que uma segunda tentativa de raspar alguns centésimos de segundo de um sprint. Ohio State tem um histórico de produzir recebedores prontos para a NFL, de Terry McLaurin a Garrett Wilson, nenhum dos quais foi definido apenas por seus tempos de 40 jardas. McLaurin correu 4.35, Wilson 4.38. Os 4.49 de Tate estão bem nessa vizinhança.
O foco de Tate agora muda para a prática de primavera e para conquistar um papel maior no ataque de Ryan Day. Com Harrison Jr. indo para a NFL, há um vazio. Emeka Egbuka retorna, mas Tate estará competindo com Jeremiah Smith e Brandon Inniss por alvos significativos. A capacidade de Tate de jogar tanto por fora quanto no slot lhe confere versatilidade, algo que os olheiros da NFL adoram ver. Ele se alinhou no slot por 71 snaps na temporada passada e por fora por 197. Essa flexibilidade só aumentará seu valor no draft no futuro.
Ele tem as ferramentas físicas, a produção inicial e, agora, a força mental para confiar em seu jogo. Espere que Tate se destaque em 2024, ultrapassando 1.000 jardas recebidas e se estabelecendo como um legítimo prospecto de primeira rodada para o Draft da NFL de 2026.